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Helder: não devemos politizar enfrentamento à covid-19

Governador do Pará, se posicionando sobre pronunciamento do presidente Bolsonaro, afirma que prefere o ‘equilíbrio’

Keila Ferreira

 

O governador Helder Barbalho se posicionou publicamente sobre o pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro, em cadeia nacional, nessa terça-feira (25). Em nota à imprensa, Helder diz que desde o início foram seguidas orientações dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise. “O caminho que o governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio. O de não politizar as ações de enfrentamento ao coronavírus, que tem potencial para exaurir o nosso sistema de saúde”.

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No seu pronunciamento, Bolsonaro voltou a minimizar os efeitos da pandemia e criticou restrições impostas por governadores para a circulação de pessoas para conter o avanço do coronavírus. Ele chamou novamente a pandemia – que já matou 46 e infectou 2.201 pessoas no país – de uma “gripezinha”.

Segundo Helder, o objetivo (das medidas adotadas) é aliviar o sistema de saúde para que as pessoas que eventualmente fiquem doentes possam ser tratadas. “Por isso, suspendemos, temporariamente, as aulas, festas, o comércio e os bares. Com menos gente circulando, o vírus circula menos e a gente não tem uma multidão batendo nas portas dos hospitais ao mesmo tempo”, diz a nota assinada pelo governador do Pará.

Ele segue destacando sua linha de ação, que inclui a construção de quatro hospitais de campanha que vão abrir mais 720 leitos; medidas de apoio à economia, com empréstimos do Banpará; suspensão de corte de energia e água; e diminuição do ICMS para insumos necessários no combate à pandemia.

“Temos uma parceria muito grande com a área da saúde do Governo Federal, que está funcionando, que está andando bem. Sinceramente, eu espero que a gente consiga uma parceria também na área da economia. Porque o governo Federal tem instrumentos de ação, mas as propostas até agora são tímidas”, afirma Helder, enfatizando que o País tem instrumentos para permitir que pelo menos 100 milhões de brasileiros enfrentem minimamente esta crise. Nesse sentido, ele citou propostas como a do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que defende o pagamento de um abono de emergência.

“Os Estados também precisam de auxílio. As ações já anunciadas pelo ministro Paulo Guedes precisam ser colocadas em prática IMEDIATAMENTE, porque as empresas não aguentam muito tempo. Temos que agir com celeridade, no sentido de enfrentar o nosso único inimigo: o vírus e suas consequências para a saúde e para a economia”, avalia o governador.

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