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Comércio projeta prejuízo com Páscoa e Dia das Mãe

ECONOMIA

Recomendação de ficar em casa reflete diretamente nas vendas do comércio lojista

 quinta-feira, 26/03/2020, 07:15 – Atualizado em 26/03/2020, 07:16 –  Autor: Michelle Daniel

om a proximidade de datas comemorativas como Páscoa e, sobretudo Dia das Mães, que mais movimentam o comércio, as vendas estão ameaçadas. Isso porque ainda é imprevisível o término da crise de saúde mundial provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) e que também atinge o Pará. A Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Pará (Fecomércio-PA) afirma que os prejuízos são incalculáveis, por isso, se preocupa com a dimensão dos impactos gerados.

De acordo com a assessora econômica da Fecomércio, Lúcia Cristina Lisboa, em outros momentos, a Páscoa e Dia das Mães movimentavam as vendas nos setores alimentícios, vestuário, calçados, bolsas, acessórios, lojas de departamentos, restaurantes, salões etc. No entanto, a crise está afetando todos os setores, com isso, a queda “vai ser de grande magnitude e, dependendo do nível de contaminação e das estatísticas, se perdurar, grande parte dos estabelecimentos serão fechados, pois os prejuízos serão elevados”, se preocupa.

“Estamos ainda em março, impossível fazer projeções dos impactos e quanto serão as perdas, tudo dependerá do controle e da rapidez com que essa pandemia passe, o tempo de isolamento social etc. Mas, há impactos negativos substanciais sobre o comércio, serviços e turismo. A paralisação de atividades e a necessidade de recolhimento estão provocando redução da demanda. Serão dificuldades para as empresas de todos os portes e os trabalhadores, principalmente os por conta própria”, detalha Lúcia.

Segundo a Federação, após as crises dos anos de 2015 e 2016, nas quais as vendas do comércio caíram em até 14%, o setor vinha se recuperando até o ano passado, momento em que houve um aumento de 5,9% nas vendas. A Páscoa e Dia das Mães foram datas significativas nessa recuperação.

No entanto, a entidade não consegue estimar projeções por inúmeros motivos relacionados à recuperação e que atualmente são diretamente afetados. “O decréscimo nas vendas é real e a magnitude da queda depende do tempo em que ainda durar o isolamento social devido ao perigo da contaminação. Com grande parte das lojas e demais estabelecimentos fechados, outros com redução de horários, retração da demanda, queda na renda dos trabalhadores por conta própria, dificuldades dos empresários com decréscimos nos faturamentos etc. As empresas estão utilizando suas estratégias possíveis, todos os segmentos terão perdas que são difíceis de serem calculadas”, ressalta a assessora econômica da Fecomércio/PA.

CAUTELA

Lúcia Cristina pontua ainda que “o momento exige cautela”. “É hora de agir por meio de estratégias de proteção, mas é necessário também sermos realistas. As entidades do setor estão atentas e engajadas, preocupadas com os desdobramentos e impactos humanos e materiais da disseminação do vírus”.

Campos aguarda que a situação acabe logo. “A Fecomércio orientou para o cumprimento das medidas legais estabelecidas por decretos. Estamos fazendo a nossa parte, mas é preciso que passe logo, sob pena de muitos estabelecimentos terem que encerrar suas atividades em definitivo, por não possuírem condições de manter as atividades”, acrescenta.

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