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UFPA obtém patente de invenção que utiliza energia solar de forma econômica

A tecnologia diminui a intensidade da iluminação de postes quando necessário e poderá ser aplicada em ambientes como passarelas, bosques, praças, entre outros

João Thiago Dias – Redação Integrada

Um poste de energia solar com um sistema que reduz a intensidade da iluminação diante da ausência de qualquer fonte de calor, como na emissão de calor de carros, motocicletas, pedestres etc. Essa é a invenção de uma equipe do campus Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA), em que a carta patente foi concedida no fim do mês de dezembro. A ideia, chamada provisoriamente de Sistema para Iluminação Externa, servirá para praças, bosques, passarelas, entre outros espaços públicos e privados, sempre por meio da geração de energia renovável (solar).

A invenção, que ainda não foi comercializada, foi desenvolvida pelos professores Marcos Allan Leite dos Reis, Hallan Silva Souza, Eliomar Azevedo do Carmo e pela engenheira Mayara Pereira Rodrigues, na época, discente do curso de Engenharia Industrial do Campus de Abaetetuba. A proposta surgiu durante orientação do trabalho de conclusão de curso desta discente, em 2012.

Segundo o pesquisador Marcos Allan, em comparação com diversos sistemas propostos, este promove o progresso da técnica. Um poste de iluminação publica convencional ou os postes com placas solares atuais apresentam várias partes individuais como caixa para bateria separada do braço e cabeça da luminária. “A nossa invenção traz tudo isso instalado numa única peça, chamado também de monobloco, que é um conceito trazido da fabricação automobilística em monocoque”, explicou Marcos Allan.

A novidade também evita o furto das baterias, que são alocadas em caixa à parte instalada no poste em outros sistemas. “O sistema de iluminação consiste nesse monobloco, que integra seus componentes eletro-eletrônicos em uma única peça, evitando o furto da bateria e otimizando a fabricação. Ele economiza a energia armazenada, pois aciona a iluminação máxima somente ao aproximarmos uma fonte de calor”, detalhou o pesquisador.

“Esse sistema aumenta a iluminação ao detectar radiação infravermelha. E de qualquer fonte de calor. Ou seja, caso passe um carro ou moto, ele vai acionar a plena carga e aumentar a intensidade de luz. Diferente de sensor de presença, que aciona uma luz ao detectar movimento”, acrescentou Marcos Allan.

Além disso, outra inovação obtida é a possibilidade do invento ser removido e substituído completamente para manutenção por meio do acionamento de um encaixe incorporado à meia altura do poste. “O sistema pode ser desacoplado para manutenção”, finalizou o professor.

O acesso a essa tecnologia poderá ser adquirido por pessoa física ou jurídica que necessite de iluminação externa remota e autônoma, ou seja, iluminação de ambientes externos desconectados da rede de distribuição elétrica, desde condomínios residenciais até iluminação pública de cidades.

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